História da Família
Os Vênetos surgiram milênios antes de Cristo. Percorreram quase toda a Europa para chegarem aos assentamentos, um deles bastante conhecido, ao norte da Itália, chamado de Região do Vêneto.
O Povo Vêneto são: pioneirismo, desbravadores, exploradores, empreendedores, arrojados, afoitos, valentes e valorosos. apaixonados pelo trabalho, que para eles era fator de riqueza, bem-estar e progresso.
O povo Vêneto sempre foi uma raça intrinsecamente democrática, amante da liberdade e da ordem. Nunca aceitou reis, ditadores, tiranos ou imperadores. O que esse povo sempre quis da parte de seus governantes, que os deixassem trabalhar e comercializarem livremente. Eram dirigidos por homens idosos, formados em honestidade e administração, aprendidas na escola da vida. Possuíam caráter libertário, pacífico e tolerante. Lutar e vencer sempre pelo trabalho eram seus objetivos.
Nos conta a história, que no século XIX, ou seja, de 1800 a 1870, na Europa, não havia paz. Em meados de 1796 aconteceu a invasão napoleônica, que perdurou até 1815. A seguir sobreveio a dominação austríaca, depois surgiram às lutas pela sonhada independência e unificação total da pátria, conseguidas em 1870.
O que existiam eram ressentimentos, revoltas, maus tratos e mortes entre os miseráveis e os abastados, gerando um clima insuportável. Após a guerra com a Áustria, às regiões norte e nordeste da Itália encontravam-se devastadas e empobrecidas. A grande maioria dos agricultores não possuíam terra, nem casa própria. O que imperava era o feudalismo (propriedades rurais), onde poucos soberanos eram donos das terras, as quais eram confiadas aos vassalos para que as cultivassem e fizessem produzir. A exploração dessas terras era feita a meia e, em muitas ocasiões até por menos.
O futuro não divisava nenhuma luz no fim do túnel. Sempre pagando aluguel das terras e casas. O povo era explorado ao máximo, o país encontrava-se na miséria, tudo tinha por ser feito: hospitais, indústrias, estradas e tudo mais. Desilusões e sofrimentos, agregados às grandes dificuldades, geravam um desencontro social, um clima de insegurança e mal-estar. A miséria era tamanha que moravam todos juntos em uma pequena casa de propriedade do dono das terras. A parte térrea da casa servia de estrebaria, para acomodação dos animais e guardar feno. A família alojava-se na parte superior, todos amontoados debaixo do mesmo teto, como sardinhas em lata: avós, pais, filhos (as), noras, genros, e netos. Eram 5,6,7 famílias chegando a um total de 40,50, 60 pessoas. No inverno aqueciam-se, com o calor dos animais. Esse era o reflexo da fome e desemprego que estava por toda a parte. A carestia de vida no norte da Itália era incontestável
A população, na sua grande maioria analfabeta ou semi-analfabeta, não tinha como estudar, logo não tinham direitos a voto.
Frente a todas essas dificuldades, reacendeu-se o espírito dos velhos Vênetos. Sendo um povo pioneiro, desbravador, dispostos sempre a vencer, empreendedor, arrojado, afoito valente, trabalhador não esmoreceu. Por diversas vezes, foi procurar trabalho na Suíça, Áustria, Alemanha, França, retornando desanimado sem nada conseguir. A vida se tornava cada vez triste.
Mas os bravos, que formavam a grande maioria, optaram pela fabulosa América. Era preciso enfrentar o desconhecido e vencer pela luta. Sem combate não há vitória. Precisavam emigrar à América a fim de fazer fortuna e voltar.
Os chefes de família acreditavam ser a única solução: emigrar o quanto antes, vendendo o que tinham para obter recursos financeiros a fim de pagar as despesas da família, no decorrer da viagem para o Brasil. A América era vista por alguns como tábua de salvação, por outros como a terra do ouro.
Última atualização (Ter, 26 de Outubro de 2010 11:02)